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Coluna CapiLawyers #001 - Eu esperava alguém de terno

novembro / 2014

Essa foi uma das frases do Marcus Pereira, editor e fundador do Capivalley, quando sentamos para conversar sobre o conceito deste espaço pela primeira vez. Convenhamos, o estereótipo do advogado não ajuda.

Além do terno, vocabulário próprio, o juridiquês, que mistura português e latim, o tratamento de doutor, uma certa arrogância e a má fama contabilizada em piadas, peças de teatro e filmes. A gente acredita que não precisa ser assim, é possível lidar com advogados que passam longe do estereótipo e se propõem a fazer as coisas de forma diferente.

Está claro para a gente que empreendedores e suas startups buscam orientação e aconselhamento legal de todo o tipo.

Você pode estar querendo formalizar a sua empresa com seus sócios; entender como funciona a comunidade de investidores e os diferentes tipos de investimento que podem ajudar seu negócio a crescer com bons parceiros; contratar gente de primeira para fazer parte da sua equipe; proteger suas ideias e sua marca.

De fato, você deve querer tudo isso para evitar problemas futuros e que efetivamente podem ocorrer, como a gente vê e ouve falar por aí:

Entretanto, seus recursos e tempo limitados provavelmente serão melhor aplicados se utilizados no desenvolvimento e melhoria do seu produto ou serviço. É contraproducente perder seu dia lidando com advogados, que, no ecossistema de startups devem preocupar-se, entre outras coisas, em facilitar a execução do seu negócio.

Imagine, por exemplo, se o advogado do Travis Kalanick, co-fundador e CEO do Uber, falasse que o conceito do aplicativo que conecta passageiros e motoristas e  já recebeu investimentos na casa de 1,5 bilhão de dólares era simplesmente inviável, afinal, poderia ir de encontro com a regulação aplicável aos taxis.

Aliás, é importante ter em mente, quanto mais disruptiva for a sua ideia em relação a algum setor que é razoavelmente regulado, maior a possibilidade de que, para além de todas as questões legais inerentes a uma startup, você tenha que se preparar contra as ofensivas legais que as empresas e grupos desse setor vão tomar. Uber, Lyft e AirBnB que o digam.

Por outro lado, e aqui entra o exemplo de advogado facilitador, isso não deve inibir você de levar sua ideia adiante.  A mudança legislativa faz parte do ciclo de disrupção e a história está cheia de exemplos nesse sentido.

Essa coluna é um pontapé inicial na direção de tudo que escrevemos até aqui. Pretendemos compartilhar orientação jurídica sobre questões comuns  ao ecossistema de startups e assim tornar a sua interação com seus advogados mais rápida e eficiente para que você possa voltar a focar no que realmente importa, o desenvolvimento da sua startup.

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Texto na íntegra:
http://capivalley.com.br/eu-esperava-encontrar-alguem-de-terno/